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Os dias estão calorosos, o sol acorda cedo e deita-se tarde, as noites estão iluminadas com o brilho da lua, sinto falta daqueles momentos na praia, do salpicar da água quando dava um mero mergulho naquela água salgada, daqueles dias em que via o por do sol deitada na sua areia fina, de saborear um belo crepe de chocolate com um morango por cima a olhar para as ondas do mar e ver as gaivotas a voarem em círculos á sua volta.
Naqueles dias não tiveste oportunidade de me fazeres nada, de me dizeres uma simples palavra, de me tocar, de fazeres de mim o que quisesses, até que ceguei ao meu limite, fartei-me de te ouvir, os meus ouvidos sensíveis já tinham detectado tudo.
Hoje, agora, neste precioso momento de silencio, pensei, repensei e percebi que não vales um único momento que passei contigo, um único gesto de amizade, que foi tudo um pesadelo, do qual acordei e nunca mais vou cair no erro de entrares na minha vida, mesmo com um papel secundário, mas também não quero que sejas a expectadora que espera por um único deslize para actuar em meu lugar, por isso a bilheteira para ti fechou e foi de vez.
A tua pessoa para mim ficou invisível, fiquei cega, deixei de ouvir ao que me dizes,  fiquei surda, e quando te queria dizer o que sentia fiquei muda.
publicado por inesf às 23:26 | link do post | comentar